Vamos falar sobre personalidade de marca

Marca, segundo o dicionário, é o traço, sinal, impressão deixada por alguém ou algo. Ou seja, quando falamos em “marca”, temos a definição primária que nos diz que marca é um símbolo, um sinal, um emblema, uma insígnia, uma identidade, etc. E marca é exatamente isso, um sinal distintivo cuja finalidade é identificar produtos e serviços.

As primeiras marcas da qual se têm conhecimento na história, nasceram com as antigas civilizações da região do Mediterrâneo, que fabricavam utensílios de barro, e marcavam com símbolos seus produtos. Esta prática tornou-se comum ao longo dos anos, sendo usada por artesões e artistas para identificar suas criações, bem como os brasões para identificar famílias, durante a idade média, por exemplo.

O novo conceito de marca

Ao longo dos anos, o conceito de marca esteve sempre atrelado sob a ótica visual, mais precisamente falando, marca esteve sempre associada ao logo. Mas com a crescente evolução do mercado, do consumidor, e principalmente dos hábitos de consumo, o marketing como conhecíamos já não é mais o mesmo.

Neste novo cenário, as marcas passaram a ser associadas a outros atributos que não apenas o visual, e o logo passou a ser apenas uma mera representação.

Em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais divididas em categorias e subgrupos, assumindo bandeiras e declarando pertencimento a uma “tribo”, sem um publico alvo bem definido e sem estar inteiramente alinhado a ele, a marca começa a perder espaço no mercado, e literalmente, perder dinheiro. Desta forma, o alinhamento psicológico entre marcas e consumidores se mostra cada vez mais necessário.

Quando falamos em alinhamento psicológico, nada mais é do que a marca, com toda a sensibilidade de seu planejamento de branding, agir, falar e pensar de acordo com o seu público alvo.

Neste novo cenário, a marca não é mais trabalhada somente sob a ótica visual, como no produto, logo, materiais de comunicação e afins, mas também, sob o prisma sentimental de seu público alvo, passando a estabelecer conexões mais fortes e duradouras. É aí que entra o valioso trabalho de definição de arquétipo de marca.

O que é arquétipo?

Segundo Carl Jung, o arquétipo é uma espécie de aptidão para reproduzir constantemente as mesmas ideias míticas; se não as mesmas, pelo menos parecidas. Parece, portanto, que aquilo que se impregna no inconsciente é exclusivamente a ideia da fantasia subjetiva provocada pelo processo físico. Logo, é possível supor que os arquétipos sejam as impressões gravadas pela repetição e reações subjetivas.

Por exemplo, as ideias que as pessoas possuem de herói, ladrão, morte etc., são praticamente as mesmas. Essas ideologias existem e se assemelham mesmo em lugares diferentes, com culturas, religiões e crenças divergentes. Ou seja, de maneira sintetizada, arquétipos são padrões universais de pensamentos e comportamentos.

Vamos analisar, por exemplo, pessoas que gostam de altas doses de adrenalina. Geralmente elas possuem padrões comportamentais e filosóficos parecidos: Gostam de se arriscar, buscam por aventuras, tem espirito jovem e aventureiro, gostam de música mais agitada, vestem roupas mais esportivas e tênis, etc… Ou seja, possuem um certo padrão.

Bem, não irei aprofundar sobre os tipos e perfil de cada arquétipo, pois este não é o objetivo deste artigo, portanto, caso queira saber mais sobre eles, sugiro clicar aqui e aqui.

O que isto tem a ver com marcas?

Há muito tempo o consumo deixou de ser pautado apenas na necessidade. Estamos cada vez mais exigentes e em busca de empresas que estejam alinhadas aos nossos valores: o consumidor já não é mais passivo, agora ele quer ser ouvido.

A comunicação com o cliente mudou e para acompanhar estas transformações, as empresas precisam conhecer muito bem seus clientes. Definir as pessoas apenas em publico-alvo já não é mais o bastante, é preciso ir além, e a definição do arquétipo de marca é vital para entender o perfil do seu publico consumidor, e para a criação da persona, que é representação do cliente perfeito para a marca.

Vamos analisar a marca Chilli Beans, que pertence ao arquétipo Explorador. O Explorador busca ajudar as pessoas a manterem a sua independência, abraçando a liberdade e o espírito individualista. Pessoas que consomem essas marcas tem um perfil inquieto, que buscam produtos que auxiliem na sua jornada, ou seja, só é útil aquilo que vai torná-las livres, independentes e que não sejam produtos de rotina.

Desta forma, em breve análise você pode perceber claramente a similaridade de perfil nos produtos, na comunicação, no layout das lojas, e inclusive, no perfil dos funcionários da Chilli Beans. Ou seja, existe um alinhamento amplo, de ponta a ponta, criado a partir do arquétipo de marca, com a finalidade principal de atingir o seu público alvo, que possui o mesmo perfil psicológico.

Desta forma, quando trabalhado a marca em seus diferentes níveis de relação com público, e alinhado ambos os polos de acordo com um perfil psicológico (arquétipo), a assertividade, tanto na comunicação, quanto na força de venda, é potencializada.

Conclusão

A definição de arquétipo e de construção de persona, no intuito de alinhar o perfil psicológico entre marca e público alvo, não é um trabalho de mero capricho ou opcional para as empresas, afinal, levando em consideração a evolução do marketing e da forma de relacionamento entre o mercado consumidor e as marcas, bem como a evolução do perfil de consumo, o torna um trabalho de extrema importância para a vitalidade e continuidade da marca.

Quanto mais a marca entender sobre si, e sobre o seu público, maiores serão as chances de sucesso na criação dos produtos ou serviços, comunicação e na força de vendas, logo, resultando no sucesso em vendas.

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Estrategista de negócios, gestor comercial e de marketing com mais de 15 anos de experiência de mercado, e com passagens e projetos por grandes empresas do mercado nacional. Um dos únicos consultores estratégico do Brasil especializado em empresas de moda e confecção, autor dos livros "Arrase em Vendas: Como montar uma estrutura de venda lucrativa para o seu negócio" e "O guia prático e completo para a criação de incríveis campanhas de moda ". Colunista em dezenas portais de negócio e marketing do país, e autor do livros "Arrase em Vendas." e "O guia prático e completo para a criação de incríveis campanhas de moda", e co-autor do livro "O manual da contratação perfeita.".

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