Leia isso se sua empresa não permite acesso às redes sociais no trabalho

Um texto bem interessante que vi no Blog do Mauro Segura, que foi publicado pelo Nós da Comunicação.

Sua empresa não permite que você acesse as redes sociais em seu ambiente de trabalho? ‘Eles’ dizem que isso pode afetar a produtividade? Que dados confidenciais podem vazar pelas mídias sociais? Que os funcionários não saberão usar adequadamente essas ferramentas?

Então, põe a sua empresa numa espaçonave e faz ela voltar no tempo.

Teve uma época em que os executivos acreditavam que os e-mails poderiam expor os segredos da empresa para o mundo externo. Então quase ninguém nas empresas podia usar email, só os ‘funcionários importantes’.

Na década de 90 surgiu a internet. Os executivos diziam que a internet nas empresas era algo muito ruim, pois seria uma fonte de improdutividade dos funcionários. Ela não servia pra quase nada, apenas para distrair a força de trabalho.

E o celular? Para que o celular se o pager resolvia tudo? Dar ou pagar um celular para o funcionário parecia ser uma fonte de despesas para a empresa, eles usariam o gadget para fazer ligações particulares. Para que ligar para o celular do funcionário se ele tem um ramal fixo em sua mesa de trabalho?

A discussão da implementação das mídias sociais nas empresas me parece inútil. O importante aqui não são as tecnologias, a real discussão por trás disso tudo são as pessoas. E as pessoas fazem coisas erradas e coisas certas, independentemente da tecnologia.

Impedir o uso das mídias sociais no ambiente do trabalho significa meramente proibir o acesso à tecnologia, não significa proibir os funcionários às suas redes de relacionamento. Eles já recebem e fazem dezenas de ligações telefônicas por dia, recebem e enviam dezenas de emails regularmente, batem papos com amigos no cafezinho, no almoço e em qualquer intervalo disponível. Eles participam das redes sociais de suas casas, por celular e através de qualquer elemento conectado à internet, e falam sobre a empresa o tempo todo. Os funcionários adoram falar sobre as aventuras e mazelas do trabalho no churrasco de final de semana. Enfim, os funcionários já estão em rede. Só os executivos não sabem 🙂

Se algum executivo diz que as informações importantes da empresa escaparão pelas mídias sociais, sinto decepcionar, mas elas já estão escapando há muuuuito tempo por outros canais como emails, ligações telefônicas, nos corredores, nos papos de fim de semana, desde que o funcionário acorda até a hora de dormir.

As mídias sociais são meramente tecnologias… mas formam o conjunto de tecnologias mais fantástico que surgiu desde o aparecimento da internet. Elas quebram barreiras horárias, geográficas, hierárquicas e tudo que você já conhece. Elas geram conhecimento, diversidade, engajamento, pluralidade e inovação. São armas democráticas e abertas, de compartilhamento e colaboração.

No entanto, a maioria das empresas ainda enxerga as mídias sociais com uma mera oportunidade de marketing. Essa é uma visão acanhada e limitada. Os clientes adoram as mídias sociais e gostariam de se relacionar com a empresa através delas, de forma transparente e honesta.

O uso das novas mídias também gera muitos benefícios para dentro da empresa. Não só para melhoria do clima, envolvimento e desenvolvimento da força de trabalho, mas principalmente para a inovação da empresa, que hoje surge como o maior desafio no mundo corporativo.

Só não vê quem é cego.

Eduardo Pizzetti – Soluções Estratégicas
pizzetti@gmail.com • 48 9661.3910

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Atuo há cerca de 15 anos com criação e gestão de estratégias comerciais com foco no crescimento em vendas, na organização empresarial e no alinhamento e fortalecimento de marca no mercado, utilizando conhecimentos em planejamento estratégico, vendas, marketing, branding, liderança e gestão estratégica, da qual me proporcionou larga experiência no mercado, tanto B2B, quanto B2C, atuando com grandes players do mercado nacional. Autor dos livros "Arrase em Vendas: Como montar uma estrutura de venda lucrativa para o seu negócio" e "O guia prático e completo para a criação de incríveis campanhas de moda", e co-autor do livro "O manual da contratação perfeita".

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